Fortaleza de São José da Ilha das Cobras (no Centro)

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...ÁREA TURÍSTICA ZONA CENTRAL

ESPAÇO TURÍSTICO CANDELÁRIA & PRAÇA MAUÁ & SAÚDE & GAMBOA 

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FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DA ILHA DAS COBRAS

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A Fortaleza de São José da Ilha das Cobras está localizada na hoje ilha das Cobras (antiga ilha de Paranapecu ou das Madeiras), que pertenceu aos monges beneditinos, no interior da baía da Guanabara.

 

  • Como chegar (google maps)

  • Localização: Ilha das Cobras - Baía de Guanabara - Centro - RJ

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Um pouco de história

A primeira estrutura defensiva no local remonta a 1624, por iniciativa do governador do Rio de Janeiro, Martim de Sá (1623-32), em posição dominante, sob a invocação de Santa Margarida (Forte Margarida). Surgiu no contexto da guerra Luso-Holandesa, quando a região nordeste do Brasil foi um objetivo estratégico para a recém-criada Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, atraída não apenas pela riqueza proporcionada pela agroindústria do açúcar, como também pelas madeiras nobres, o couro, o tabaco e o algodão. A partir de 1624, ano da conquista holandesa da capital do Brasil, Salvador na capitania da Bahia, os rumores de um possível ataque ao Rio de Janeiro provocaram pânico entre os seus moradores. As autoridades da capitania do Rio de Janeiro determinaram o reforço dos muros da cidade, no morro do Castelo (uma parte em taipa de pilão e a outra em pedra e cal), que foram cercados por trincheiras. Data desta época a fortificação da Ilha das Cobras, sob a invocação de São José (1624). Tratava-se de uma fortificação de pequenas dimensões, sem maiores recursos em termos de defesa, mas em posição privilegiada, entre o morro de São Bento e o Forte de São Tiago da Misericórdia (que se localizava no pontal de São Tiago, posteriormente chamado de Calabouço, aos pés do morro do Descanso, depois morro do Castelo, entre as praias da Piaçaba e de Santa Luzia, hoje desaparecidas), dominando o antigo ancoradouro da cidade. 

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Fortaleza de Santa Margarida da Ilha das Cobras

Posteriormente, na segunda das invasões holandesas do Brasil, após o assalto de Maurício de Nassau a Salvador (1638), os temores de um ataque holandês, bem como da ação de corsários ingleses e franceses contra o Rio de Janeiro, motivaram uma nova fortaleza no que restou da primitiva Fortaleza de São José, utilizando-se da mão-de-obra dos indígenas sob a tutela do Mosteiro de São Bento. Esta nova fortificação foi concluída em 1639, sendo rebatizada como Fortaleza de Santa Margarida da Ilha das Cobras. Em 1703, iniciou-se uma terceira estrutura, de faxina, ao longo da praia, destinada à defesa da parte baixa da ilha, fechando-lhe a defesa. Voltado na direção da barra da baía, o chamado Baluarte de Santo António estava concluído em 1709, cruzando fogos com o Forte de São Tiago da Misericórdia, na defesa do antigo porto do Rio de Janeiro. 

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Influência francesa

A fortaleza foi uma das posições ocupadas na cidade invadida pelo corsário francês René Duguay-Trouin (1711). Em 1718 a fortificação na ilha contava com vinte e seis peças e 716 balas e foi, nesta época, reformada diante da crescente necessidade de proteção dos carregamentos de ouro (e, subseqüentemente, de diamantes) para o reino, a partir do porto do Rio. Pela mesma razão, foram traçados novos planos para a modernização das defesas da ilha, cujos trabalhos se desenvolveram a partir de 1738, tornando inacessíveis as escarpas da ilha, dando-lhe um aspecto de um castelo elevado. A defesa ficava integrada por três fortes: o de São José, em cujo terrapleno estavam compreendidas as edificações de serviço (Casa do Governador, capela, casa da pólvora e corpo da guarda); o do Pau da Bandeira, aproximadamente ao centro da ilha; e o de Santo Antônio, na ponta alongada e mais baixa, na direção da Ilha dos Ratos (hoje Ilha Fiscal). 

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Um pouco mais de sua história

Quando da devassa sobre a Inconfidência Mineira (1789-1792), à Fortaleza da ilha das Cobras foram recolhidos vários conjurados, entre os quais o alferes Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), o Tiradentes, posteriormente executado. No contexto da Guerra Peninsular (conflito marcante entre Portugal e França travado entre 1801 e 1814, com reflexos na expansão do Rio Grande do Sul e mato Grosso) e da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, com a subseqüente conquista da Guiana Francesa pelas forças da Brigada Real da Marinha - origem do Corpo de Fuzileiros Navais - esta tropa foi, em 1809, aquartelada na Fortaleza da Ilha das Cobras, onde se encontra até aos nossos dias. Por ocasião da Questão Christie (1862-1865), a fortaleza foi remodelada, quando estava artilhada com trinta e quatro canhões e guarnecida pelo Batalhão de Fuzileiros. Posteriormente, à época da República Velha, foram detidos nos calabouços da fortaleza os marinheiros implicados na Revolta da Chibata (1910), dos quais dezesseis pereceram por calor, sede e sufocamento. Posteriormente desarmada, as suas instalações foram absorvidas pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Da Capela da antiga fortaleza, dedicada a São José e hoje anexa ao Hospital Central da Armada, destaca-se o seu frontispício em pedra de Lioz, e a portada em granito da antiga fortaleza.

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Saiba mais:

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TAGS: Fortaleza de São José da Ilha das Cobras

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