A Guerra da Independência (1822-1824)

• A Guerra da Independência (1822-1824)

A Guerra da Independência

(1822 - 1824)

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Uma guerra civil luso brasileira que se estendeu de 1822 a 1824, no contexto do processo da Independência do Brasil, que foi amadurecendo no período 1808-1825, quando, enfim, após reconhecimento formal por Portugal e pelo Reino Unido, o Brasil obteve sua total independência.

No início da década de 1820, logo após o retorno de Dom João VI a Portugal, forçado pelas Cortes portuguesas, os reinóis dessas mesmas cortes desfaziam-se dos políticos que provinham do Brasil e representavam lá este país. Queriam fazer o Brasil retornar à mera condição de colônia, apesar de ter o Brasil uma economia muito mais forte que a de Portugal e de basicamente sustentar aquele país. Após a proclamação da independência, às margens do riacho Ipiranga, na então província de São Paulo, a 7 de Setembro de 1822, as lutas para afirmá-la foram mais encarniçadas nas regiões onde, por razões estratégicas, se registrava maior concentração de tropas do Exército Português, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará, gerando as campanhas pela Independência do Brasil. A maior parte da oficialidade era de origem portuguesa e o governo brasileiro adotou as providências para eliminar a resistência portuguesa. Para esse fim providenciou a compra de armas e navios, o recrutamento de tropas nacionais e o contrato de estrangeiros (mercenários), bem como medidas repressivas como o confisco de bens e a expulsão daqueles que não aceitassem a emancipação política do Brasil. No plano econômico, proibiu-se o comércio, e, no diplomático, autorizou-se a guerra de corso - um tipo de guerra irregular em que um comandante de navio mercante armado ou de guerra recebe autorização do Estado para atacar o tráfego marítimo comercial do inimigo e suas instalações -, contra Portugal.

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A CAMPANHA DA BAHÍA E O CORONEL SANTINHO

A essa mesma época, a Bahia era a província mais rica do Brasil e a segunda mais populosa, só perdendo para Minas Gerais. No início do séc. XIX, estava concentrada na Bahia, também, a nata da aristocracia brasileira, os senhores de engenho, que, insatisfeitos com a tentativa das cortes portuguesas de fazer o Brasil retornar ao estado de colônia portuguesa, revoltaram-se com o presidente apontado pelas cortes para governar a província, tendo constituido uma Junta Provisória de Governo que, instalada em Salvador, após a declaração da independência não reconhecia a autonomia política do Brasil. Antes mesmo da declaração da independência por D. Pedro I, o Coronel Santinho, senhor de engenho muito politizado, tinha se rebelado militarmente contra a ditadura portuguesa e, com suas tropas, bloqueado o acesso a Salvador, provocando a fome às tropas portuguesas. Mesmo após o Grito de Independência, a intenção de Portugal era separar o Brasil de sua mais rica província, mas foi graças aos senhores de engenho do Recôncavo Baiano que isto nãoaconteceu. A luta continuou e após a vitória de 2 de julho de 1823, sempre às custas de seus negócios e tirando dinheiro do próprio bolso, o Coronel Santinho ainda dedicou todas as suas forças na luta contra as guerras civis que surgiram no Nordeste e que intencionavam estabelecer nas províncias de lá o sistema republicano, separando-as do restante do Brasil, como a Confederação do Equador e a Sabinada.

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OUTRAS REVOLTAS PELA CONSOLIDADAÇÃO DA EMANCIPAÇÃO

  • Confederação do Equador (1824), um movimento revolucionário de caráter separatista e republicano que eclodiu em Pernambuco, se alastrando para outras províncias do Nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência monarquista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I (1822-1831), esboçada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país.

 

  • Sabinada (1837 - 1838), uma revolta feita por militares, integrantes da classe média (profissionais liberais, comerciantes, etc) e rica da Bahia que ganhou este nome devido a seu líder, o jornalista e médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira

  • Balaiada (1838-1841), uma revolta popular no Maranhão que recebeu esse nome devido ao apelido de uma das principais lideranças do movimento, Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, o "Balaio" (cestos, objetos que ele fazia).

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