Peça A Guerra Não Tem Rosto de Mulher (Teatro dos Quatro, até 04jul)

Peça A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

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Data: até 04 de julho
 
Horário: terça e quarta às 20h
 
Local: Teatro dos Quatro
 
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52 - Gávea – RJ
 
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A narrativa oficial das guerras é masculina. Na imensa maioria dos casos, conhecemos a história através de depoimentos de homens, sejam eles soldados, comandantes, capitães, presidentes ou historiadores. Recém-premiada com o Nobel de Literatura, a escritora bielorrussa Svetlana Alexievich entrevistou centenas de mulheres que sobreviveram à Segunda Guerra e transformou os relatos no premiado livro ‘A Guerra Não Tem Rosto de Mulher’.
 
Bosschar conta que a autora precisou insistir muito para falar com as esposas dos “heróis” da guerra. ‘Elas são heroínas, mas se acostumaram aos bastidores por terem, segundo os maridos, uma versão menos ‘cinematográfica’ dos fatos. Svetlana deixa que as lembranças dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente de morte. Muitas queriam falar sobre o amor, a menstruação, as lágrimas e a sensação horripilante de matar alguém pela primeira vez’, diz o diretor.
 
Apesar do valor histórico e documental em cena, a proposta da direção foi a de privilegiar o humano em cena. Todas as referências de tempo e lugar foram retiradas da adaptação, assinada por Bosschar em parceria com as três atrizes. O palco estará desnudo e as imagens serão todas compostas através da coreografia e do movimento das intérpretes.
 
A ideia é que elas conduzam o público neste profundo mergulho pelos horrores da guerra, mas também os façam entrar em contato com os eventos cotidianos no front e nas batalhas. Do alistamento das jovens – que não faziam ideia do que iria acontecer com elas – ao anúncio do fim da guerra, vão passar pelo palco histórias de perdas, lutas e superações, mas também histórias de amor, amizade e afeto.
 
‘Ao retirarmos referências geográficas e culturais, fazemos com que “a Guerra” possa ser qualquer guerra, inclusive as urbanas que estão tão próximas de todos nós. O que restou foram mães, irmãs, filhos e avós. Todos nós entendemos a linguagem da perda, da esperança e do amor. A peça é universal pois é humana, são mulheres que morreram e outras que sobreviveram nas guerras passadas e nas presentes’, resume o diretor.

 

 

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