Peça Pulso (Teatro Poeira, até 30 de janeiro - terça e quarta)

Peça Pulso 

 

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Data: 08 de janeiro até 30 de janeiro

Horários: terça e quarta às 21h

Local: Teatro Poeira 

Endereço: Rua São João Batista, 104 – Botafogo – RJ

http://www.teatropoeira.com.br/pulso
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‘PULSO – a partir da vida e da obra de Sylvia Plath’, depois de temporadas em São Paulo e Porto Alegre chega ao Rio de Janeiro em curta temporada no Teatro Poeira, com estreia no dia 08 de janeiro de 2019.

Sylvia Plath teve uma curta vida, entre os anos de 1930 e 1960. Embora tenha escrito bastante, em vida quase não encontrou espaços de divulgação de seus trabalhos, tornando-se sua obra conhecida principalmente depois de sua morte. Será que isso se deveu à sua condição de mulher, esposa e mãe? Será que nos dias de hoje as coisas são diferentes? Questões como essas permeiam a obra PULSO, do VULCÃO [criação e pesquisa cênica], solo dirigido por Vanessa Bruno, com a atriz Elisa Volpatto – que pode ser vista na série ‘Assédio’ como a jornalista Mira –, que após quatro temporadas em São Paulo e uma em Porto Alegre estreia no Rio de Janeiro. A temporada carioca será de 08 a 30 de janeiro, no Teatro Poeira, terças e quartas, às 21h.

‘Pulso’ é uma criação teatral a partir da vida e obra do ícone da Poesia Confessional norte-americana, Sylvia Plath (1932-1963), construído das indagações da diretora à atriz, que respondeu cenicamente em uma criação dramatúrgica processual. Entres as referências para a criação dramatúrgica estão materiais como as biografias ‘A Mulher Calada’, de Janet Malcolm, e ‘Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath’, de Carl Rollyson; ‘Os Diários de Sylvia Plath’, organizado por Karen V. Kukil; e também o mais importante livro de poemas de Sylvia, ‘Ariel’.

Inspirado na poética particular da autora, o solo explora ora fragmentos biográficos, ora as potências que sua obra desdobra. Está em foco uma mulher no desafio cotidiano de ser entregue ao exercício de sua arte ao mesmo tempo em que se vê dividida entre ser mãe, dona de casa e ter que administrar os fracassos nas recusas de publicação que recebia.

Para a diretora Vanessa Bruno, a montagem não se pretende linear, mas, fragmentada, com lógica própria. “A linguagem cênica contemporânea articula-se com literatura de Plath para criar um trabalho intimista que quer provocar as questões do lugar social da mulher” conta ela que está desde 2004 envolvida com o CPT, de Antunes Filho. Já Elisa explica que o espetáculo busca questionar, por meio do material criado, o próprio papel da artista mulher atualmente.

"Sylvia Plath nos surge, de certo modo, como uma fera na jaula. Uma jaula que é seu próprio compromisso familiar de um lado e de outro, os compromissos que ela tem para com a literatura. É como se participássemos de um fluxo de consciência da personagem: não há narrativa propriamente dita, justamente porque as coisas vão acontecendo umas como desdobramento das outras, com as incessantes trocas de climas e de emoção por que passa a personagem.”, escreveu o crítico Antônio Hohleldt do Jornal do Comércio, durante temporada em Porto Alegre.

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