História e Samba Enredo 2019 da G.R.E.S Beija Flor de Nilópolis

 

G.R.E.S Beija Flor de Nilópolis

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Data: 03 de março
Local: Sambódromo
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Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor (popularmente referida como Beija-Flor de Nilópolis) é uma escola de samba brasileira do município de Nilópolis, no Rio de Janeiro. Com quatorze conquistas (1976, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004,  2005, 2007, 2008, 2011, 2015 e 2018), e ficando apenas atrás de Portela e Mangueira, a escola assume a posição de terceira maior vencedora no rol das campeãs do carnaval do Rio de Janeiro e maior campeã da "era sambódromo.

O Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor (mais tarde escola de samba) foi fundado em 25 de dezembro de 1948 por um grupo de amigos formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Hamilton Floriano, José Fernandes da Silva e os irmãos Mário Silva e Walter da Silva. O grupo comemorava o Natal na esquina da Avenida Mirandela com a Rua João Pessoa, no Centro de Nilópolis, quando tiveram a ideia de criar um bloco carnavalesco para suprir a extinção dos blocos Irineu Perna-de-Pau e dos Teixeiras. A reunião oficial do Bloco ocorreu no Grêmio Teatral de Nilópolis. Negão da Cuíca foi eleito presidente e Edinho do Ferro Velho foi eleito secretário do Bloco. Durante a reunião, também foram escolhidos nome, cores, símbolo e madrinha da agremiação.

No início do Século XX, imigrantes judeus, principalmente sírio-libaneses, se fixaram na cidade, dentre eles, os patriarcas das famílias Sessim e Abraão David, que se estabeleceram como comerciantes locais. Na década de 1960, a família iniciou carreira na política. Em 1962, o médico Jorge Sessim David foi eleito deputado estadual pela UDN. Em 1972, Simão Sessim foi eleito prefeito de Nilópolis pela ARENA. Na mesma época, Anísio Abraão David (primo de Simão) e seu irmão, Nelson Abraão David, entraram para o jogo do bicho, controlando as bancas de aposta em Nilópolis. A ascensão da família Abraão-Sessim em Nilópolis, coincide com a ascensão da Beija-Flor. Também em meados da década de 1970, a escola de samba passou a ser controlada pelo clã Abraão David e a contar com o aporte financeiro da família. Nesta mesma época, a Beija-Flor se firmou na elite do carnaval carioca, com desfiles caros e luxuosos. A ligação entre o poder público e a escola de samba foi mantida, ao longo dos anos, com a eleição de membros da família Abraão-Sessim, que comandavam tanto a cidade como a escola de samba.

Enredo:
Uma lágrima sentida caiu dos olhos da Vovó, lembrando imagens de crianças e do velho tempo que passou. Olhem o céu que maravilha! Retalhos de nuvens, bordados de estrelas… Iluminada pelo sol da meia-noite, a natureza vem mostrar sua beleza.
Pela porta da imaginação, galopando em cavalos alados, chegamos ao País das Maravilhas. Recebidos por soldadinhos de chumbo, entramos na floresta onde os animais falam e as plantas cantam; tudo neste mundo é encantado.
Com o despontar da primavera, tirem do passado a nobreza, e do futuro, a magia da surpresa! Criem a mais linda fantasia, delirem no universo fantástico deste canto de emoção!
Não chore não Vovó, não chore não! Veja quanta alegria dentro da recordação! Hoje, novamente sou livre, sou criança Beija-Flor; nessa bela fantasia, brindando à vitória do amor!

A proposta do Carnaval 2019 da Beija-Flor de Nilópolis é uma celebração aos seus 70 anos de história, resgatando a memória do Pavilhão através de uma releitura contemporânea e fabulosa dos enredos mais marcantes da Agremiação.

NASCIDO FEITO O REI MENINO
EM NINHO DE AMOR E HUMILDADE
MEU PAI DIRECIONOU O MEU DESTINO
VOAR NAS ASAS DA FELICIDADE
E ARRISQUEI UM VÔO NESSE LINDO AZUL
UM MUNDO ENCANTADO PUDE RECORDAR
EM FÁBULAS BORDEI A FANTASIA
Ê SAUDADE QUE MAREJA O MEU OLHAR
HERDEIRO DESSA TERRA ME TORNEI
CANTEI NOSSOS RECANTOS, TRADIÇÕES
SOU EU AQUELE FESTIVAL DE PRATA
QUE NA PISTA ARREBATA TANTOS CORAÇÕES
Ô Ô Ô Ô AXÉ NO SANGUE HERDEI
NO MEU QUILOMBO, TODO NEGRO É REI

ABRE A SENZALA!! ABRE A SENZALA!!
NESSE TERREIRO O SAMBA É VOZ QUE NÃO CALA

CRESCI, OUVINDO ACORDES ENTRE DOCES MELODIAS
A BELA DAMA RETRATADA EM POESIA E O CANTO DE CRISTAL
A SIMPLICIDADE NO AMOR, AQUELE BEIJO NA FLOR
FEZ MAIS UM SONHO REAL
PÁTRIA AMADA DA GANÂNCIA
EU PEDI SOCORRO PELOS FILHOS TEUS
ALGOZ DA INTOLERÂNCIA
MESMO PROIBIDO, FUI A VOZ DE DEUS
TODA ESSA GRANDEZA, VEM DA NOSSA GENTE
QUE ESQUECE A DOR E SÓ QUER SAMBAR
É POR ESSE AMOR QUE O MEU VALOR ME FAZ BRILHAR
COMUNIDADE QUE ME ENSINOU
A SER APAIXONADO COMO EU SOU
COMUNIDADE QUE ME ENSINOU
ONTEM, HOJE, SEMPRE BEIJA-FLOR

OH DEUSA
TEM FESTA NO MEU CORAÇÃO
DESFILO TODA GRATIDÃO
RAZÃO DO MEU CANTAR, A LUZ DO MEU VIVER
O QUE SERIA DE MIM SEM VOCÊ

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