Museu do Samba (Mangueira)

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O MUSEU DO SAMBA

Maior centro de referência e valorização do samba no Brasil

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Vídeo >>> Museu do Samba

Fotos >>> RJ / Museu do samba

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O Museu do Samba é uma instituição sem fins lucrativos, fundada como Centro Cultural Cartola em 2001 por Nilcemar Nogueira e Pedro Paulo Nogueira, netos do compositor Angenor de Oliveira (Cartola) e Euzébia Silva do Nascimento (Dona Zica), com o propósito inicial de preservar a memória do seu avô, através da guarda de fontes primárias e publicações de terceiros sobre a trajetória do sambista. No entanto, nos anos seguintes da criação, ampliou-se a missão institucional do espaço, na medida em que passou a abarcar o samba e os sambistas de maneira geral, para além da história e memória de Cartola.

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Museu do Samba

  • Rua Visconde de Niterói, 1296 - Telefone: (21)3234-5777 - museudosamba.org.br

  • A visita de grupos deve ser agendada de via e-mail (pesquisamuseudosamba@gmail.com)

  • Valor do ingresso: R$10,00. Entrada franca para estudantes de escolas públicas

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Um dos pontos determinantes para essa nova ótica e ampliação da abordagem foi o trabalho de pesquisa realizado para encaminhamento ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do pedido de registro das matrizes do samba carioca a Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, aprovado na 54º reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 9 de outubro de 2007. O conceito “matrizes do samba” no Rio de Janeiro refere-se às formas de origem do samba consideradas primárias, que sustentaram e deram origem a variações da música e da dança, isto é, o partido-alto, o samba de terreiro e o samba enredo:
 
Os espaços destinados à prática, socialização e difusão do samba [...] eram originalmente chamados terreiros, lugar de encontro e celebração dos atores dos ‘guetos’, que ali cantavam e dançavam seu samba livre, com as marcas de sua ancestralidade. Uma das modalidades de samba praticadas nesse lugar era o samba de terreiro, que cantava o amor, as lutas, as festas, a natureza, as experiências da vida e a exaltação da sua escola e do próprio samba. Praticavam também o partido-alto, nascido das rodas de batucada, no qual o grupo marcava o compasso batendo com a palma da mão e repetindo versos envolventes que constituíam o refrão [...] A partir da estruturação progressiva das escolas de samba, no final da década de 1920, criou-se o samba-enredo, aquele em que o compositor elabora os seus versos para apresentação no desfile. Ao longo do tempo, ele adquiriu características próprias, como a capacidade narrativa de descrever de maneira melódica e poética uma “história” – o enredo – que se desenrola durante o desfile[...] As três formas de expressão que mais intimamente se relacionam com o cotidiano, com os modos de ser e de viver, com a história e a memória dos sambistas (IPHAN. Dossiê das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo. Brasília, DF: Iphan, 2014, p. 15).
 
O Museu do Samba se enquadra nos princípios da nova museologia que estabelece que a função de um museu deve estar para além dos objetos, pois envolve as práticas a eles associadas e as comunidades a que servem, ou seja, precisa de um contexto e das memórias que os sujeitos constroem a partir do estímulo provocado, daí que sua função seja precisamente a difusão e salvaguarda do samba como riqueza imaterial.

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Exposições permanentes do Museu do Samba

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O Museu do Samba conta com três exposições permanentes:

  1. Ocupação 100 Anos do Samba. Além de conduzir o visitante pela história e atmosfera do mais genuíno dos gêneros musicais do Brasil, homenageia e coloca como protagonistas do centenário do primeiro samba registrado (Pelo Telephone) os sambistas dos terreiros, rodas e escolas de samba do Rio de Janeiro. A exposição permite a aproximação de objetos de homens e mulheres  que fizeram do samba o que ele é hoje: referência da identidade brasileira.

  2. Simplesmente Cartola. Esta exposição permite o acesso a fotos, objetos e discografia que ilustram a biografia de um dos mestres mais importantes da música brasileira: Angenor de Oliveira, Cartola, contextualizando-la a partir dos eventos mais importantes da história do Brasil no século XX.

  3. Dona Zica 100 Anos: Para não perder a memória. Apresenta a biografia de Dona Zica, não apenas como esposa, musa inspiradora e companheira dedicada de Cartola, mas como uma guerreira, batalhadora incansável e sorridente, uma liderança da Estação Primeira e do Morro de Mangueira, um símbolo da mulher negra brasileira.

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Enfoque educativo do Museu do Samba

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O Museu do Samba baseia sua intervenção educativa na metodologia da educação experiencial ou experiential learning. Esta metodologia se concentra na construção participativa do conhecimento, mediada pela figura de um facilitador, daí que as atividades desenvolvidas sejam planejadas de acordo com o interesse dos grupos, sua faixa etária e/ou seu perfil sociocultural.

  1. Vivência do samba. Atividade que busca que os participantes se aproximem do samba como expressão viva da identidade cultural, presente na memória coletiva, na estética carnavalesca, na música, na dança e na gastronomia. A mediação inclui cinco momentos: uma abordagem histórica, uma experimentação de fantasias de carnaval, uma oficina alterna de percussão e dança e culmina com uma gostosa feijoada. Duração: 3 horas

  2. Visita mediada com crianças de creche. Esta atividade está baseada no conceito de aventura e nela participam os pais de família e os docentes acompanhantes. O objetivo central é desenvolver a percepção das crianças a partir da aproximação das cores, os sons e os símbolos relacionados com o samba. A atividade é conduzida por Caíque e Janaína, dois fantoches que além de alimentar a imaginação das crianças, propiciam a descoberta de novos mundos para elas. Duração: 1 hora e meia

  3. Visita mediada com crianças ou jovens de escola. Esta atividade busca que os participantes e docentes se aproximem do samba como patrimônio imaterial, memória coletiva e identidade cultural, utilizando elementos de comunicação simbólica. A partir do diálogo com os participantes, se aborda a influência das nações africanas na formação do samba, o seu desenvolvimento histórico ao longo do século XX e as expressões relacionadas ao partido-alto, o samba de terreiro e o samba-enredo, isto é, às matrizes do samba carioca. Duração: 1 hora e meia

  4. Oficina de arte carnavalesca. É uma atividade de criação artística, desenvolvida segundo o modelo de circuito e mediada a partir do conceito de desafio grupal. Busca que os participantes se aproximem do carnaval como processo de construção coletiva e por isso propõe a elaboração de uma fantasia de carnaval, levando em consideração os símbolos que identificam uma escola de samba imaginária e o samba-enredo como narrativa.  Duração: 3 horas.

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TAGS: Museus Rio de Janeiro, Centros culturais Rio de Janeiro, Museu do Samba

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